O ex-internacional e selecionador jovem português Oceano Cruz, nascido em Cabo Verde, avaliou a qualificação de nove seleções africanas para a fase a eliminar do Mundial 2026 como um sinal do grande potencial do futebol africano. Apesar dos avanços, ele enfatiza que ainda há muito trabalho a ser feito, especialmente na criação de centros de treino, academias e campos adequados, além de um maior apoio à formação de jogadores. Cruz, que tem uma vasta experiência no futebol, acredita que as condições em África ainda não se comparam às da Europa. Entre as seleções que avançaram estão a África do Sul, Marrocos, Costa do Marfim, Egito e Cabo Verde, este último estreante na fase a eliminar. Oceano Cruz elogiou o trabalho do treinador de Cabo Verde, Pedro Brito, conhecido como Bubista, que tem sido fundamental para o desenvolvimento da equipa desde 2020. Ele destacou a importância de dar tempo aos treinadores para implementar suas táticas e estratégias, o que pode levar a um crescimento significativo das equipas africanas. Cruz também comentou sobre a competitividade das seleções africanas, mencionando que uma equipa do continente pode perfeitamente chegar às finais do torneio. Ele acredita que a humildade e o trabalho em equipa são essenciais para o sucesso, e que Cabo Verde demonstrou um bom desempenho tático durante a competição. Apesar de algumas seleções já terem sido eliminadas, o futuro do futebol africano parece promissor, com várias equipas mostrando um desempenho notável no Mundial.