A Associação para a Defesa do Consumidor (ADECO) expressou a sua preocupação em relação ao impacto da recente subida dos combustíveis na vida das famílias cabo-verdianas e na economia do país. A nova tabela de preços máximos, que estará em vigor até 31 de julho, poderá agravar a inflação e reduzir o poder de compra dos cidadãos. Embora a ADECO tenha reconhecido pequenas reduções nos preços da gasolina, gás butano e petróleo, considera que estas não são suficientes para compensar os aumentos significativos em outros combustíveis essenciais. A ADECO destacou que o gasóleo utilizado na produção de eletricidade teve um aumento dramático de 26,32%, o que poderá ter repercussões diretas nos custos de produção de eletricidade e dessalinização de água. A associação advertiu que este aumento terá um efeito em cadeia, refletindo-se inevitavelmente nas tarifas pagas pelos consumidores. Além disso, o aumento dos combustíveis nos transportes rodoviários e marítimos pode encarecer o frete e a distribuição de mercadorias, contribuindo para uma subida generalizada dos preços dos bens essenciais. Diante deste cenário preocupante, a ADECO apelou ao Governo para a adoção de medidas de mitigação, incluindo a redução temporária de algumas taxas aplicadas aos combustíveis essenciais. A associação também propôs uma revisão da fórmula de cálculo dos preços máximos dos combustíveis, com maior transparência nos custos de logística e distribuição, e o reforço das tarifas sociais de água e eletricidade para proteger as famílias de menores rendimentos. A ADECO comprometeu-se a continuar a monitorizar a evolução dos preços dos combustíveis e a defender os interesses dos consumidores, enfatizando que a estabilidade económica não deve ser alcançada à custa do agravamento das condições de vida das famílias.