Domingos Simões Pereira, principal líder da oposição na Guiné-Bissau e presidente do PAIGC, poderá ser julgado no Tribunal Militar, conforme uma decisão do Supremo Tribunal de Justiça. A defesa tinha solicitado a declaração de inconstitucionalidade da formação do tribunal, mas o pedido foi recusado. Com isso, o processo, que estava suspenso, será retomado com os mesmos magistrados que já ouviram Simões Pereira anteriormente. O advogado de Simões Pereira, Mário Lino, criticou a decisão, afirmando que representa mais uma afronta às leis e à Constituição, indicando que os tribunais atuam de acordo com interesses políticos. Simões Pereira está sob investigação por suposta participação em uma tentativa de golpe de Estado, que ocorreu antes das eleições gerais de 2025, que foram interrompidas por um golpe militar. Após as eleições, Simões Pereira foi preso, enquanto outros envolvidos, como o candidato Fernando Dias, buscaram refúgio. A situação política na Guiné-Bissau tem sido marcada por instabilidade, com os militares no poder desde o golpe de 2025. A defesa de Simões Pereira aguarda a confirmação de um pedido de prisão preventiva feito pelo Ministério Público, que poderá ser analisado quando o processo for retomado.