A segurança alimentar é considerada uma componente essencial da saúde pública, e a presidente do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), Maria da Luz Lima, enfatizou a necessidade de uma abordagem integrada para lidar com os riscos associados a contaminantes químicos nos alimentos. Durante uma formação especializada sobre avaliação de riscos toxicológicos, Lima destacou que a saúde pública vai além das doenças infecciosas, incluindo a exposição da população a substâncias tóxicas como pesticidas e resíduos. O objetivo da formação, que decorre na sede do INSP na Praia, é capacitar técnicos e instituições na avaliação dos riscos ao longo da cadeia alimentar, incluindo produtos da pesca. Lima também mencionou que um estudo recente revelou que os produtos importados apresentam níveis mais elevados de contaminantes em comparação com os nacionais, embora uma nova avaliação esteja em andamento. Além da formação, o projeto inclui a coleta de amostras para análise em parceria com instituições das Canárias. A presidente do INSP alertou para a necessidade de controlar o uso de pesticidas na agricultura e promover a produção de alimentos mais naturais, reduzindo assim a exposição a substâncias nocivas. A fiscalização da qualidade dos alimentos, segundo Lima, é responsabilidade de outras entidades, enquanto o INSP se concentra em produzir evidências científicas para apoiar decisões das autoridades competentes. O projeto é parte do ALSEMAC, uma iniciativa de cooperação internacional que visa promover a produção e consumo de alimentos seguros e sustentáveis, envolvendo instituições da Macaronésia e países da África Ocidental como Cabo Verde, Gana e Costa do Marfim.