O subempreiteiro Railton Fortes fez acusações graves contra a empresa portuguesa Armando Cunha, afirmando que esta não cumpriu com os pagamentos pelos serviços prestados. Fortes, que dirige a Railton Fortes Construções, expressou a sua frustração ao relatar que, após ter sido informado de que o pagamento seria feito na última sexta-feira, não recebeu o valor devido, o que levou a uma situação de tensão com os seus trabalhadores. Ele decidiu chamar a imprensa para expor a situação, recebendo posteriormente dois cheques da empresa, mas não sem antes esclarecer que a sua intenção era garantir o pagamento justo aos seus colaboradores. Fortes destacou que a falta de pagamento por parte da Armando Cunha é uma prática recorrente que afeta muitos pequenos subempreiteiros, criando um ambiente de incerteza e desconfiança. Ele criticou a empresa por não honrar os compromissos assumidos e por regularizar as situações apenas quando a comunicação social está envolvida. Além disso, Fortes responsabilizou o Governo pela adjudicação de obras públicas a empresas estrangeiras, sugerindo que isso limita as oportunidades para as empresas locais e contribui para a emigração de muitos cidadãos em busca de melhores condições de trabalho. A representante da Armando Cunha, Doriane Rodrigues, respondeu às acusações, afirmando que o pagamento foi realizado e que existe um prazo contratual de até 15 dias para a liquidação após o envio da fatura. A situação levanta questões sobre a relação entre grandes empresas e pequenos empreiteiros em Cabo Verde, bem como a necessidade de um ambiente de trabalho mais justo e transparente.