Lígia Fonseca, que foi primeira-dama de Cabo Verde entre 2011 e 2021, expressou a necessidade de regulamentar o estatuto do cônjuge presidencial, destacando que isso deve permitir que aqueles que desejam servir ao país o façam sem custos financeiros pessoais. Em entrevista à Inforpress, ela mencionou que a falta de um quadro legal adequado deixa desprotegida a dignidade da representação do Estado. Fonseca sugere a criação de um gabinete próprio para o cônjuge presidencial, que incluiria um secretariado e até três assessores escolhidos diretamente pelo cônjuge, em vez de depender da Casa Civil. Ela também criticou a ausência de fotógrafos e assessores de imprensa dedicados, o que prejudica a transparência das atividades desenvolvidas. Além disso, a ex-primeira-dama pediu a criação de um fundo destinado a vestuário e apresentação em viagens de Estado, enfatizando que isso não deve ser visto como luxo, mas sim como uma questão de dignidade na representação do país. Ao falar sobre suas aspirações políticas, Fonseca revelou que gostaria de ter sido deputada, mas que isso não foi possível devido a decisões familiares. Por fim, ela expressou seu apoio ao aumento da representação feminina na política, celebrando a eleição de Janira Hopffer Almada como Presidente da Assembleia Nacional e incentivando as jovens a se candidatarem.