O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) fez um apelo à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e à Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para que intervenham urgentemente na proteção da integridade física de Domingos Simões Pereira, presidente do PAIGC e da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau. O partido exige a libertação imediata de Pereira, considerando a sua detenção uma violação dos princípios democráticos e dos direitos fundamentais. O comunicado do PAICV condena a detenção arbitrária de Domingos Simões Pereira e destaca que a situação política na Guiné-Bissau se deteriorou após o golpe de Estado de 26 de Novembro de 2025. O partido afirma que a ordem constitucional foi interrompida e que as instituições democráticas já não funcionam adequadamente. Além disso, o PAICV considera que a privação da liberdade do líder do PAIGC representa uma ameaça aos valores democráticos defendidos pelos países da região e pela CPLP. O partido apela a organizações regionais e internacionais para que tomem medidas visando a libertação de Pereira e o restabelecimento da ordem constitucional na Guiné-Bissau. O líder da oposição pode ser julgado no Tribunal Militar, e a sua detenção está relacionada com uma alegada tentativa de golpe de Estado. O PAICV e outros partidos foram impedidos de concorrer às eleições, e a situação política continua tensa na Guiné-Bissau, com repercussões significativas para a democracia no país.