O Supremo Tribunal Federal dos Estados Unidos reafirmou, no final de Junho, o direito à cidadania americana pelo nascimento, um princípio constitucional que garante cidadania a todos os que nascem em território americano, incluindo filhos de imigrantes indocumentados. Esta decisão representa um revés significativo para a administração de Donald Trump, que havia tentado restringir este direito através de uma ordem executiva logo no início do seu mandato. O porta-voz do STF, John Roberts, destacou que a medida de Trump violava a 14ª emenda da Constituição, que garante direitos a todos os nascidos nos EUA. A cidadania por nascimento é um dos pilares do sistema constitucional americano, consolidado por decisões anteriores, como o caso United States v. Wong Kim Ark. A interpretação da 14ª emenda, ratificada em 1868, estabelece que todas as pessoas nascidas nos EUA são cidadãos, independentemente da situação dos seus pais. A decisão do STF foi recebida com entusiasmo por organizações de direitos civis, que a consideram uma proteção vital contra a criação de uma geração de crianças sem nacionalidade. A questão da imigração continua a ser um tema polarizador nos EUA, especialmente na retórica política de Trump, que apresenta a restrição da cidadania por nascimento como uma medida contra a imigração irregular. No entanto, especialistas em direito constitucional estão divididos sobre a interpretação da 14ª emenda, com alguns argumentando que a expressão 'sujeitas à jurisdição' exclui filhos de imigrantes indocumentados, enquanto outros defendem que qualquer alteração a este princípio exigiria uma emenda constitucional.