No âmbito dos 30 anos da CPLP, cidadãos de diferentes países lusófonos, incluindo Cabo Verde, expressaram um conhecimento limitado sobre a organização. Muitos associam a CPLP à promoção da língua portuguesa e à cooperação, mas poucos conhecem o seu papel e impacto. Em Cabo Verde, jovens como Edsom Lopes e Thierry Ramos admitiram nunca ter ouvido falar da CPLP, refletindo uma falta de familiaridade que se estende a outros países como Portugal e Brasil. Em Portugal, alguns cidadãos como Leonor Dias e Miguel Martins destacaram a necessidade de a CPLP se aproximar mais das pessoas e desenvolver iniciativas que aumentem a sua visibilidade. Em Angola, Jamil Oliveira e Edvalda Mendes reconheceram a importância da CPLP, mas também notaram que a organização carece de popularidade, especialmente entre os jovens. A mobilidade e o intercâmbio académico foram temas recorrentes nas discussões, com muitos a pedirem uma maior facilitação de viagens e estudos entre os Estados-membros. Os cidadãos lusófonos ouvidos pela Lusa manifestaram um desejo de que a CPLP desempenhe um papel mais ativo na resolução de desafios políticos e sociais, e que aproveite melhor o potencial económico do espaço lusófono. A falta de conhecimento sobre os benefícios concretos da CPLP é um desafio que a organização precisa enfrentar para se tornar mais relevante na vida dos cidadãos.