Um relatório do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) revelou que mais de metade dos cabo-verdianos, especificamente 54,2%, não tomou qualquer medida para reduzir o consumo de eletricidade no último ano. Entre aqueles que fizeram mudanças, a principal motivação foi a redução da fatura de eletricidade, com 95,6% dos inquiridos a apontarem a diminuição dos custos como razão para alterar os seus comportamentos. As preocupações ambientais e de saúde foram mencionadas apenas por uma pequena fração, correspondendo a 4,4% das respostas. As medidas mais comuns adotadas pelas famílias incluem o desligamento de equipamentos quando não estão em uso (79,2%) e a redução do tempo de utilização dos mesmos (56,6%). Outras práticas mencionadas foram a substituição de lâmpadas por modelos de baixo consumo (41,3%) e a diminuição da frequência de abertura da porta do frigorífico (40,8%). Apesar de algumas iniciativas, apenas 13,1% dos inquiridos optaram pela compra de equipamentos mais eficientes. A Boa Vista destacou-se com os melhores resultados, onde 74,4% dos indivíduos afirmaram ter realizado ações para diminuir o consumo, enquanto nas ilhas da Brava e de São Vicente apenas 36,1% adotaram medidas. O estudo também indicou que as zonas urbanas têm uma maior proporção de pessoas que adotaram práticas de redução de consumo em comparação com as zonas rurais. O relatório ainda aponta que, embora a maioria das residências tenha acesso à eletricidade, a transição energética é ainda limitada, com 92,9% dos alojamentos cobertos pela rede elétrica em 2024. A principal fonte de eletricidade continua a ser a rede pública, com apenas 0,4% dos alojamentos a utilizarem painéis solares como fonte principal.