Domingos Simões Pereira, líder do PAIGC, foi preso na passada sexta-feira e está sob investigação por alegada participação em um golpe de Estado. A sua detenção gerou uma onda de críticas, com ativistas como Sumaila Djaló a questionarem o silêncio da comunidade internacional e a conivência da CEDEAO com o regime golpista. Djaló descreve a prisão como um sequestro político, argumentando que não há fundamentos legais para a detenção e que visa silenciar a oposição ao regime. O ativista destaca que a situação na Guiné-Bissau é crítica, com um referendo e eleições previstas, e que a detenção de Simões Pereira é uma tentativa de distrair a opinião pública. Ele critica a inação da CEDEAO e da CPLP, que, segundo ele, têm falhado em agir contra o regime que persegue adversários políticos e restringe liberdades. Djaló alerta para o risco de escalada da violência no país, afirmando que a responsabilidade pela violência recairá sobre aqueles que usam a força para manter o controle. Ele apela à comunidade internacional para que tome uma posição mais ativa em defesa da democracia na Guiné-Bissau, enfatizando que a intervenção não deve ser vista como um favor, mas como uma obrigação moral.