Menos de uma semana após a Procuradoria da Praia ter encerrado o processo de perda de mandato contra Francisco Carvalho, o Ministério Público voltou a agir, desta vez com um mega-processo que reúne diversas acusações contra o ex-presidente da Câmara Municipal da Praia. O procurador Nilton deduziu acusações contra Carvalho e três vereadores, incluindo crimes como peculato, corrupção passiva e falsificação de documentos públicos. A investigação abrangeu uma série de atos administrativos e financeiros da Câmara Municipal, com ênfase em irregularidades associadas a terrenos e eventos, como o festival de Gamboa. O Ministério Público busca determinar se as ações dos arguidos ultrapassaram a mera ilegalidade administrativa, assumindo relevância jurídico-penal. O despacho de acusação, com 99 páginas, não só aponta para ações criminais, mas também para prejuízos patrimoniais, levando à exigência de indemnização de 40,8 milhões de escudos. As acusações contra o atual primeiro-ministro e outros vereadores incluem uma variedade de crimes, refletindo a gravidade das alegações. Além de Francisco Carvalho, outros envolvidos no processo incluem o atual presidente da Câmara e vários vereadores, todos acusados de agir com dolo. A Procuradoria também menciona outros indivíduos e entidades, que serão processados separadamente, uma vez que não ocupam cargos autárquicos.