O Ministério Público de Cabo Verde apresentou uma acusação contra Francisco de Carvalho, ex-presidente da Câmara Municipal da Praia e atual Primeiro-ministro, juntamente com três vereadores, por uma série de delitos graves. As acusações incluem abuso de poder, corrupção passiva, falsificação de documentos e peculato, resultando em um total de 107 atos criminosos atribuídos aos quatro arguidos. O MP também exige uma indemnização de 40.872 contos, alegando que os atos ilegais causaram enormes prejuízos ao município. A investigação do MP envolveu a coleta e análise de um vasto conjunto de provas, incluindo documentos administrativos, contratos e depoimentos de testemunhas. O relatório de inspeção da Inspeção-Geral de Finanças à Câmara da Praia e a auditoria ao festival da Gamboa 2023 foram fundamentais para a acusação. Os crimes teriam ocorrido durante o mandato de 2020 a 2024, e os arguidos teriam beneficiado de vantagens patrimoniais indevidas. O caso destaca a gravidade das alegações contra figuras públicas em Cabo Verde e levanta questões sobre a transparência e a responsabilidade na gestão pública. O MP sublinha que os acusados estavam obrigados a cumprir rigorosamente as suas funções, mas alegadamente ignoraram essas obrigações, concentrando poder e tomando decisões que beneficiaram a si próprios e a terceiros.