Donald Trump, em um discurso transmitido em horário nobre, solicitou ao Senado que aprove a reforma eleitoral proposta pela sua administração, chamada 'Salvar a América', antes das eleições intercalares de 3 de Novembro. Durante sua intervenção, ele descreveu o sistema eleitoral dos EUA como 'catastrófico' e enfatizou a importância de eleições 'livres, justas e honestas'. Trump também anunciou a divulgação de documentos classificados que, segundo ele, revelam a maior violação de dados eleitorais da história, alegando que a China obteve registros de 220 milhões de eleitores americanos de forma ilícita. Além de acusar Pequim de tentar impedir sua reeleição em 2020, Trump afirmou que a comunidade de informações dos EUA lhe ocultou dados relevantes durante seu primeiro mandato. No entanto, os documentos divulgados não apresentaram evidências de manipulação de votos ou alteração dos resultados das eleições de 2020, e auditorias subsequentes não encontraram indícios de fraude eleitoral significativa. Trump argumentou que o objetivo de suas declarações não era minar a confiança nas eleições, mas sim corrigir vulnerabilidades no sistema e justificar a aprovação de legislação que endurece os requisitos para votar. Essa proposta inclui a exigência de provas de cidadania e identificação com foto, o que os democratas consideram uma barreira para eleitores desfavorecidos. O discurso também abordou alegações de que os governos venezuelanos tentaram manipular resultados eleitorais entre 2004 e 2020, com base em documentos da CIA. Apesar de suas acusações, Trump não criticou diretamente o presidente chinês, Xi Jinping, e ignorou as conclusões dos serviços de informações que indicam que a Rússia favoreceu sua campanha nas eleições anteriores.