A Associação de Técnicos de Informação e Comunicações Aeronáuticas (Actica) e o SINTCAP acusaram a ASA de uma escalada de perseguição laboral, colocando em risco a segurança do espaço aéreo de Cabo Verde. O motivo é o despedimento de dois Técnicos de Informação e Comunicações Aeronáuticas (TICA) qualificados, após a sua participação numa greve. O presidente da Actica, João Paulo Silva, descreveu a decisão da administração da ASA como uma retaliação sem precedentes contra profissionais que exerceram o seu direito à greve. João Paulo Silva destacou o impacto humano e financeiro da medida, lembrando o sacrifício coletivo da equipa técnica que trabalhou sem folgas para permitir a formação dos técnicos agora dispensados. A presidente do SINTCAP, Maria de Brito, revelou que o sindicato já tomou medidas legais e solicitou a intervenção da Inspecção-geral do Trabalho (IGT) para travar a situação. Maria de Brito criticou a administração da ASA por dispensar quadros qualificados, enquanto a empresa enfrenta um défice crónico de pessoal. As estruturas sindicais também denunciaram a utilização de esquemas ilegais para convocar técnicos de última hora, forçando-os a abdicar do seu descanso semanal. As organizações apelaram ao Ministério dos Transportes e às instâncias reguladoras para que cessem o clima de terror psicológico no setor aeronáutico.