A votação da Moção de Confiança ao Governo, realizada na Assembleia Nacional, foi marcada pela ausência do deputado Orlando Dias do Movimento para a Democracia (MpD). Esta ausência não passou despercebida e é vista como um sinal político de divergência com a decisão do seu partido de votar contra a moção. Dias, que se considera um 'deputado rebelde', argumentou que o programa do partido vencedor, o PAICV, deve ser avaliado à luz dos compromissos assumidos durante a campanha eleitoral. Fontes próximas a Orlando Dias afirmam que ele se opôs à decisão do MpD em votar contra a moção e, em vez disso, sugeriu que o partido se abstivesse. Para não contrariar a bancada, decidiu ausentar-se da votação. Ele acredita que, por razões de consciência e coerência, não poderia votar contra, especialmente considerando que o MpD criticou anteriormente o PAICV por ações semelhantes. Além de Orlando Dias, outros dois deputados do MpD também estiveram ausentes durante a votação, enquanto a maioria dos 33 deputados do partido votou contra a moção. O PAICV, com 37 parlamentares, votou em bloco a favor da Moção de Confiança. A situação levanta questões sobre a unidade interna do MpD e a sua estratégia política em relação ao novo governo.