Os militares que atualmente governam a Guiné-Bissau emitiram um comunicado acusando o Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, de 'falta de moral' para criticar a situação política do país. A crítica de Chapo, que condenou a prisão do opositor Domingos Simões Pereira, foi considerada pelos militares como uma hipocrisia, dado o estado de instabilidade em Moçambique, que enfrenta uma guerrilha e terrorismo. O Conselho Nacional de Transição da Guiné-Bissau expressou que um governante que não consegue garantir a segurança de seus cidadãos não deveria interferir nos assuntos de um Estado soberano como a Guiné-Bissau. Além disso, os militares relembraram a humilhação que Chapo enfrentou durante a sua posse, onde a maioria dos líderes da CPLP se afastou dele. A Guiné-Bissau, que passou por um golpe de Estado em novembro de 2025, foi suspensa da CPLP e suas relações com a organização e com países membros têm sido tensas. O comunicado dos militares reflete a resistência do país em aceitar críticas de líderes que, segundo eles, carecem de legitimidade e autoridade moral.