Uma auditoria independente realizada às contas da Federação Cabo-verdiana de Basquetebol (FCBB) revelou graves limitações na documentação e validação das operações financeiras ocorridas em 2025. O relatório, que já foi enviado à Procuradoria Geral da República (PGR), destaca que cerca de 62% das saídas financeiras analisadas não possuem suporte documental adequado, levantando sérias preocupações sobre a transparência e a boa governança na instituição desportiva. O auditor independente Idrissa Gomes, da firma ITG Consultoria & Auditoria, analisou um total de 20.224.393,94 CVE em saídas financeiras, das quais mais de 12 milhões de escudos foram classificados como saídas sem documentação suficiente. A auditoria focou em duas contas bancárias da FCBB, revelando que a conta no Banco BAI teve o maior volume de inconformidades, com 63,66% das saídas sem comprovativo adequado. Entre as principais constatações, destacam-se descrições genéricas nas transações, como “pagamentos diversos”, que dificultam a rastreabilidade das operações. O relatório também menciona categorias sensíveis, como despesas com alojamento e logística, que levantaram suspeitas devido à falta de clareza documental. A auditoria foi realizada em um contexto de transição de gestão na FCBB, e os responsáveis da altura tiveram a oportunidade de apresentar documentos em falta, mas muitos dos comprovativos entregues não validaram adequadamente as despesas.