As recentes declarações do Ministro dos Transportes e Mar sobre a TACV, que sugerem a possibilidade de liquidação da companhia, têm gerado reações significativas. O ex-primeiro-ministro Gualberto do Rosário Almada, que ocupou o cargo entre 2000 e 2001, manifestou apoio ao Sindicato Nacional dos Pilotos de Aviação Civil (SNPAC), que se opõe a essa visão. Almada argumenta que o valor da TACV não deve ser medido apenas pelos resultados financeiros, mas também pelo seu papel estratégico no desenvolvimento do país. Ele enfatiza que a companhia aérea nacional é um ativo importante para a conectividade e o turismo em Cabo Verde, e que a sua liquidação poderia ter consequências negativas para a economia. A discussão sobre a TACV reflete um debate mais amplo sobre como as empresas públicas devem ser geridas e quais critérios devem ser utilizados para avaliar seu sucesso e sustentabilidade. A posição de Almada e do SNPAC levanta questões sobre a necessidade de uma abordagem mais holística na avaliação das empresas públicas, que considere não apenas a rentabilidade, mas também o impacto social e econômico mais amplo que elas têm nas comunidades que servem.