A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) está a pressionar as autoridades de transição da Guiné-Bissau para a libertação incondicional de Domingos Simões Pereira, líder do PAIGC, como um gesto de boa vontade. No entanto, o jurista guineense Nexus Faria critica a CEDEAO, afirmando que a organização perdeu a credibilidade na gestão da crise guineense. Ele destaca a escolha do Senegal como mediador, questionando a imparcialidade do seu presidente, Umaro Sissoco Embaló, que é visto como parte do problema. Faria argumenta que a CEDEAO não está a avaliar corretamente a situação e que a sua posição sobre a libertação de Simões Pereira é contraditória, permitindo ao regime golpista ponderar sobre a legalidade da detenção. A CEDEAO, que já havia aprovado uma resolução para assegurar a transição política e a libertação de presos políticos, agora parece hesitar, o que levanta preocupações sobre a sua eficácia na resolução do conflito.