A Unidade de Gestão de Projetos Especiais (UGPE) respondeu a críticas sobre um contrato considerado 'leonino', alegando que respeitou as normas do Banco Mundial. No entanto, a questão central não é apenas a legalidade do contrato, mas a sua oportunidade e a ética envolvida na contratação do irmão do ministro das Finanças para um cargo de destaque. A falta de responsabilização dos políticos em Cabo Verde levanta preocupações sobre a confiança nas instituições. A percepção pública de conflito de interesses é um problema significativo, mesmo na ausência de favorecimento real. A UGPE não conseguiu demonstrar que a escolha do contratado, um familiar direto de um governante influente, foi isenta de qualquer suspeita. A ausência de explicações sobre como evitar potenciais conflitos de interesse alimenta a crítica e o repúdio público. A discussão vai além da legalidade formal e centra-se na percepção de imparcialidade. A boa governança exige que os atos não apenas sejam legais, mas também vistos como livres de qualquer suspeita de favorecimento. A UGPE não apresentou medidas específicas para prevenir conflitos de interesse, deixando questões em aberto sobre a transparência do processo.