Domingos Simões Pereira, o líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), chegou a Lisboa na madrugada de sexta-feira, 24, após ter sido libertado da prisão preventiva na Guiné-Bissau. Ele expressou a sua determinação em retornar ao seu país para continuar a sua luta política, sendo recebido com entusiasmo por guineenses residentes em Portugal. Durante a sua estadia, Simões Pereira não poderá desenvolver atividades políticas, conforme estipulado por um juiz, que autorizou a sua saída do país por um período de noventa dias para tratamento médico especializado. O político estava detido desde julho, acusado de envolvimento numa alegada tentativa de golpe de Estado em 2025. A decisão de libertação foi baseada em um relatório médico que recomendava a sua observação em Portugal. Simões Pereira viajou acompanhado da esposa e do irmão, que é médico, e a sua defesa confirmou que a suspensão da prisão preventiva foi aprovada por razões humanitárias e legais. O juiz de instrução criminal impôs restrições à sua atividade política durante a estadia em Portugal, e a situação processual será reavaliada após o período de três meses. A libertação de Simões Pereira ocorre num contexto de instabilidade política na Guiné-Bissau, onde um golpe de Estado ocorreu em 2025, complicando ainda mais a situação política do país.