A Campanha Nacional de Limpeza, realizada na ilha do Fogo, mobilizou dezenas de voluntários e diversas instituições, mas a participação da população foi considerada insatisfatória. Integrada no plano de preparação para a época das chuvas, a ação enfrentou desafios devido ao fraco envolvimento comunitário, uma situação que as autoridades locais classificam como recorrente. Em São Filipe, a baixa adesão levou a organização a reajustar o plano inicial, focando apenas no Bairro III Congresso, em vez de limpar vários bairros como previsto. Leidy Spínola, delegada de Saúde de São Filipe, atribuiu a falta de adesão a fatores comportamentais, apesar das contínuas ações de sensibilização e distribuição de materiais informativos desde 2023. No entanto, ela destacou que houve uma melhoria em relação a campanhas anteriores, com maior envolvimento das instituições parceiras e um número superior de participantes. O diretor do Serviço de Saneamento da Câmara Municipal, Lídio de Pina, lamentou a acumulação de lixo em espaços públicos, apelando à população para assumir a responsabilidade pela preservação desses locais. A campanha também foi realizada em outros municípios da ilha, como Santa Catarina do Fogo e Mosteiros, onde, apesar da participação de várias instituições, a adesão dos moradores foi igualmente fraca. Os representantes locais enfatizaram a necessidade de um investimento contínuo na educação ambiental para mudar a percepção de que a limpeza é apenas uma responsabilidade das instituições públicas.