O Movimento para a Democracia (MpD) manifestou a sua preocupação em relação ao pedido de agendamento em regime de urgência do Orçamento Rectificativo pelo Governo. O presidente do Grupo Parlamentar do MpD, Luís Carlos Silva, afirmou que existem sérias dúvidas sobre a legalidade deste ato, considerando-o um ataque ao princípio da legalidade e da transparência. Segundo Silva, o Regimento não prevê a apreciação do Orçamento Rectificativo em regime de urgência, e o processo deve seguir um procedimento próprio que inclui audições e debates nas comissões especializadas. O deputado sublinhou que, apesar de o MpD estar disponível para discutir o Orçamento Rectificativo, é fundamental que a apreciação cumpra as normas estabelecidas pela Constituição e pela Lei de Enquadramento Orçamental. Ele destacou que o Orçamento tem um impacto significativo e, por isso, deve ser tratado com a devida seriedade e atenção. Além disso, Luís Carlos Silva comentou sobre o Estado da Nação, afirmando que Cabo Verde apresenta bons indicadores económicos e sociais. No entanto, expressou preocupações sobre um novo modelo de governação que, segundo ele, pode comprometer a sustentabilidade financeira do país e a sua reputação internacional. O deputado também fez referência a questões éticas, mencionando que o Primeiro-Ministro está sob investigação do Ministério Público por alegadas práticas criminosas, o que levanta sérias interrogações sobre a gestão pública no país.