O Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) deu início, nesta segunda-feira, ao Programa de Treinamento em Epidemiologia de Campo (FETP) de nível intermédio, com o intuito de melhorar a capacidade nacional de resposta a emergências de saúde pública. Esta iniciativa é uma resposta às lacunas identificadas na vigilância sanitária nacional, especialmente a falta de epidemiologistas, conforme apontado na Avaliação Externa Conjunta realizada em 2019. Desde 2020, o INSP, em colaboração com a Direcção Nacional de Saúde, formou mais de 100 epidemiologistas de campo. Com o sucesso dos programas anteriores, o INSP agora avança para um nível mais especializado de formação, com a nova turma do FETP intermédio, que conta com o apoio da Associação Brasileira de Epidemiologistas de Campo. O programa terá uma duração de nove meses, com 564 horas de formação, utilizando um modelo híbrido que combina aulas presenciais, orientações virtuais e trabalho de campo supervisionado. Os participantes serão capacitados a produzir relatórios sobre eventos de saúde pública, investigar surtos e elaborar relatórios científicos. O objetivo final é criar uma rede de até 18 profissionais até março de 2027, que possam reforçar a vigilância epidemiológica em Cabo Verde e garantir uma resposta mais eficaz a futuras ameaças sanitárias. Os FETP são reconhecidos internacionalmente como uma estratégia eficaz para formar especialistas em vigilância em saúde pública.