O Japão e os Estados Unidos realizaram uma rara intervenção conjunta nos mercados cambiais para travar a desvalorização do iene, que atingiu níveis alarmantes em relação ao dólar. A operação, que consistiu na compra de ienes e venda de dólares, foi confirmada pelas autoridades dos dois países após dias de especulação. A intervenção surge em resposta às preocupações sobre os impactos da fraqueza do iene na economia japonesa, incluindo o aumento dos custos de importação e a pressão inflacionária sobre famílias e empresas. Após a intervenção, o iene valorizou-se significativamente, recuperando de níveis superiores a 163 ienes por dólar para cerca de 155-156 ienes por dólar. O ministro das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, afirmou que Tóquio está disposta a agir novamente se os movimentos no mercado cambial forem considerados excessivos. A intervenção foi vista como uma medida necessária para preservar a estabilidade financeira internacional, com o apoio do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent. A desvalorização do iene é atribuída à diferença nas taxas de juro entre os EUA e o Japão, com a Reserva Federal mantendo juros mais altos. Apesar da reação positiva inicial do mercado, analistas alertam que o efeito da intervenção pode ser temporário, a menos que haja mudanças significativas na política monetária do Banco do Japão. A operação envolveu mais de 50 mil milhões de dólares, destacando-se como uma das maiores intervenções cambiais da história recente do Japão.