O autor reflete sobre a experiência de estar no hemiciclo do Parlamento de Cabo Verde, comparando-a a assistir a um jogo de futebol ao vivo. Ele observa que a interação entre os deputados é rica em gestos e expressões que revelam emoções e dinâmicas pulsionais. A exigência de atenção do primeiro-ministro por parte de um deputado, a intolerância ao discurso adverso de uma deputada, e a recusa de outro deputado em desligar o microfone são exemplos de como o inconsciente político se manifesta. O artigo sugere que a política é mais do que um jogo de ideias, é um espaço onde as estruturas do sujeito se encenam.