Durante um evento em Montevideu, no Uruguai, três candidatas à liderança das Nações Unidas concordaram em tornar a luta contra o crime internacional uma prioridade. A costa-riquenha Rebeca Grynspan, a equatoriana María Fernanda Espinosa e a guianense Carolyn Rodrigues-Birkett apresentaram seus programas e destacaram a importância da segurança na agenda da ONU. Grynspan, ex-vice-presidente da Costa Rica, afirmou que a região é marcada pela violência do crime internacional e que isso deve ser uma prioridade nas discussões sobre paz e segurança. Rodrigues-Birkett também enfatizou a necessidade de focar em paz, segurança, desenvolvimento e direitos humanos. María Fernanda Espinosa, ex-chefe da diplomacia do Equador, argumentou que a ONU deve reforçar a cooperação internacional no combate ao crime organizado transnacional, que está a destruir sociedades. A organização enfrenta uma crise financeira e de confiança, exacerbada pela redução do financiamento dos EUA sob a administração Trump. Grynspan, de 70 anos, superou Rodrigues-Birkett em uma votação indicativa do Conselho de Segurança, enquanto outros candidatos à sucessão de António Guterres incluem Michelle Bachelet e Olara Otunnu. Guterres termina seu segundo mandato como secretário-geral a 31 de dezembro.