Fontes confirmaram que os técnicos do FMI, que visitaram Cabo Verde em junho, admitiram em privado que foram enganados pelo anterior Governo do MpD. Eles identificaram uma derrapagem de 8,3 milhões de contos no Orçamento de 2026, que inicialmente era de 95,7 milhões de contos e foi alterado para 104 milhões até junho. Os técnicos confrontaram o Ministério das Finanças, exigindo uma explicação para a discrepância, que inicialmente pensavam ser resultado de gastos da nova administração. No entanto, após investigação, descobriram que as despesas que causaram a derrapagem ocorreram antes da posse do novo Governo. Além disso, os técnicos do FMI criticaram a incapacidade da instituição em detectar o desvio orçamental e a forma como o MpD alterou os orçamentos sem comunicar às instituições competentes. Durante o debate sobre o Orçamento Retificativo, o MpD tentou responsabilizar o novo governo pela derrapagem, criando uma narrativa que favorecia a sua imagem pública. As fontes indicam que a intenção do MpD era desviar a responsabilidade pela derrapagem para o novo governo, enquanto tentavam apresentar uma imagem de solidez financeira antes da sessão parlamentar sobre o Orçamento Participativo.