A situação em torno da renovação do contrato de Bubista com a Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF) nunca foi clara, pois a FCF estava disposta a negociar. No entanto, a verdadeira reviravolta ocorreu quando um clube marroquino apresentou uma proposta impressionante de 1,5 milhões de dólares por temporada. Este valor não só superou as expectativas, mas também estabeleceu um novo padrão para os contratos no futebol africano. A investigação realizada pelo Notícias do Norte revela que, diante de uma oferta tão substancial, a FCF se viu em uma posição difícil. A proposta do clube marroquino não apenas atraiu a atenção de Bubista, mas também levantou questões sobre a capacidade dos clubes africanos de competir financeiramente em um mercado global. A saída de Bubista para um clube marroquino representa uma mudança significativa no cenário do futebol em Cabo Verde, onde os recursos financeiros são frequentemente limitados. Este caso destaca a necessidade de uma abordagem mais estratégica para o desenvolvimento e a retenção de talentos no futebol cabo-verdiano, à medida que os clubes locais enfrentam a concorrência de ligas mais ricas. Além disso, a situação levanta questões sobre a sustentabilidade financeira das federações de futebol em África e a importância de atrair investimentos para o desenvolvimento do esporte no continente. A história de Bubista pode ser um sinal de que o futebol africano está a entrar numa nova era, onde os contratos milionários se tornam mais comuns.