A Associação Sindical dos Magistrados do Ministério Público (ASSIMP) defende que o próximo Procurador Geral (PGR) deve ser um magistrado do Ministério Público de carreira, embora essa posição não tenha respaldo na Constituição da República. Fontes ligadas ao meio jurídico expressam estranheza pelo fato de o presidente da República ainda não ter se pronunciado sobre a proposta de nomeação do PGR, que foi entregue pelo primeiro-ministro há mais de uma semana. A situação é preocupante, pois o atual PGR está com o mandato caducado há um ano e dez meses, o que gera descrédito nas instituições. Além disso, a associação dos magistrados surge de forma repentina, tentando condicionar a nomeação do PGR com critérios não constitucionais, o que é visto como um sinal perigoso. A função do presidente da República é trazer paz social em tempos de turbulência, especialmente considerando a situação do PGR, que prejudica a credibilidade da Justiça.