O jurista Júlio Martins, proposto pelo primeiro-ministro para procurador-geral da República, defende o respeito pelo princípio da separação de poderes e critica tentativas de influenciar sua nomeação. Ele reage a reservas sobre sua indicação, relacionadas a um processo de expulsão pelo Conselho Superior do Ministério Público, esclarecendo que a decisão é alvo de recurso contencioso. Martins argumenta que o acesso a cargos públicos é um direito fundamental e critica a utilização de seu afastamento como argumento contra sua nomeação. Ele também vê a visita de uma delegação da Associação Sindical dos Magistrados do Ministério Público ao Palácio do Platô como uma tentativa de interferência política. Martins rejeita a possibilidade de que sua nomeação influencie um processo judicial em curso contra o primeiro-ministro, afirmando que, uma vez que o caso está na instância judicial, não há possibilidade de interferência.