A insuficiência de financiamento nacional continua a condicionar a produção cinematográfica em Cabo Verde, levando produtores a recorrer a coproduções e programas internacionais para viabilizar projetos. Profissionais do setor afirmam que a dependência de coproduções internacionais tem permitido a realização de obras cabo-verdianas, mas defendem que isso não deve substituir a criação de uma política cinematográfica nacional. A produtora Natasha Craveiro destaca que a falta de fundos nacionais estruturados torna difícil a produção de filmes com padrões internacionais. Júlio Silvão, cineasta e fundador da Servir Cinema, aponta a ausência de uma estrutura especializada como uma fragilidade do setor, mencionando que a Lei do Cinema ainda não resultou em um sistema de financiamento estável. Ele também critica a falta de acordos cinematográficos com outros países, o que dificulta a obtenção de financiamento externo. Enquanto buscam recursos, os produtores estão se voltando para residências e mercados internacionais.