O artigo analisa a afirmação de que o Banco Mundial e o FMI não aceitarão tarifas de 500$00 para o transporte marítimo e 5.000$00 para o transporte aéreo, considerando-a excessiva e juridicamente deslocada. Destaca que Cabo Verde é um Estado soberano e que suas políticas públicas são definidas por órgãos legitimados, sem a necessidade de autorização dessas instituições. A mobilidade interilhas é apresentada como uma necessidade essencial para a coesão nacional, especialmente em um país arquipelágico. O texto argumenta que a conectividade é crucial para o crescimento econômico e que a política pública deve avaliar o custo da intervenção em comparação com o custo da inação. Além disso, defende a necessidade de transparência e eficiência na utilização de recursos públicos, enfatizando que o FMI e o Banco Mundial são parceiros, não governantes de Cabo Verde.