Os talibãs do Afeganistão, desde que assumiram o poder em agosto de 2020, têm consolidado uma grave crise de direitos humanos, desmantelando os direitos das mulheres. A Human Rights Watch afirma que as mulheres enfrentam restrições ao trabalho, à livre circulação e à participação na vida pública, com a polícia moral realizando rusgas e prendendo mulheres por supostas violações. O Afeganistão é o único país onde as raparigas são impedidas de frequentar a escola após a primária. As leis mais recentes dos talibãs reforçaram a repressão, incluindo um código de processo penal que discrimina grupos religiosos e define punições severas para dissidentes. A crise humanitária agravou-se com cortes na assistência internacional, afetando milhões de pessoas que enfrentam insegurança alimentar. As restrições impostas às trabalhadoras humanitárias dificultaram ainda mais o acesso das mulheres a meios de subsistência e assistência. A resposta internacional deve ser proporcional à magnitude da crise.