Empresas da Amazónia brasileira estão a explorar a aproximação comercial com a União Europeia como uma oportunidade para levar produtos da floresta a novos mercados. A estratégia é gerar riqueza sem transformar a floresta em plantação, defendida por empresários que participam numa ronda de negócios em Manaus. Eles acreditam que, ao obter rendimento dos produtos da floresta, as comunidades terão menos motivos para destruir a vegetação. A castanha-do-Brasil, por exemplo, depende da preservação da floresta e a expansão deste negócio pode incentivar a conservação do bioma. O acordo UE-Mercosul pode abrir oportunidades, mas exige que os produtores cumpram padrões ambientais elevados. As novas regras europeias contra a desflorestação, que entrarão em vigor em 2026, obrigarão os operadores a demonstrar que produtos como soja e carne não estão associados à desflorestação. Empresários como Eduardo Leite e Luiz Benigno estão a trabalhar para conquistar consumidores internacionais e promover produtos regionais, ajudando assim as comunidades locais.