O PAICV acusou o MpD de ter feito uma interpretação abusiva e politicamente enviesada do relatório do Conselho das Finanças Públicas, alegando que o documento confirma que o Governo cessante alterou o orçamento inicialmente aprovado. O vice-presidente da Bancada Parlamentar do PAICV, João Brito, criticou a transformação de um relatório técnico em uma absolvição política do governo cessante do MpD. Ele destacou que o MpD atribuiu ao Conselho das Finanças Públicas afirmações que não constam do relatório. Brito também mencionou o abuso sistemático da reprogramação do orçamento, que diminui o escrutínio parlamentar. O relatório recomenda a publicação de um quadro consolidado de todas as alterações orçamentais e alerta para deficiências na previsibilidade da programação orçamental. Brito afirmou que o relatório não é uma certidão de boa gestão do governo cessante do MpD, mas confirma problemas graves de transparência. Ele levantou questões sobre o endividamento externo e criticou a alocação de recursos para despesas supérfluas em vez de investimentos estruturantes.