O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) anunciou a sua rejeição ao referendo constitucional na Guiné-Bissau, convocado para o dia 30 deste mês, apelando ao boicote da votação. O partido considera o referendo uma encenação destinada a conferir uma falsa aparência de legitimidade à nova Constituição aprovada pelo Conselho Nacional de Transição, que, segundo o PAIGC, foi realizada à revelia da vontade popular. O PAIGC denuncia a existência de severas restrições de liberdades públicas e a falta de garantias para a participação livre dos cidadãos, considerando que o ato eleitoral ocorre num contexto de suspensão da atividade política e encerramento das sedes partidárias. O partido instruiu as suas estruturas de base a mobilizarem os militantes para a não participação no referendo, que consideram uma continuação do golpe de Estado de 26 de novembro de 2025.