O artigo analisa a dificuldade em julgar pessoas com estatuto especial em Cabo Verde, usando o exemplo de um Deputado que tenta evitar a Justiça. Este Deputado, que inicialmente participou na votação para a sua detenção, agora alega que a Resolução da Comissão Permanente da Assembleia Nacional que autorizou a sua detenção foi interpretada de forma inconstitucional. O autor refuta essa alegação, argumentando que não faz sentido que o Tribunal, um órgão de soberania, precise de autorização de outro órgão para aplicar a prisão preventiva. O texto também menciona a influência que o Deputado e seus apoiantes têm exercido sobre o Poder Político para desacreditar o procedimento judicial e a Justiça em geral.