A Rota Atlântica da África Ocidental está a passar por mudanças significativas, com uma redução de 78% nas chegadas a Espanha entre Janeiro e Abril de 2026 em comparação com o ano anterior. Esta diminuição é atribuída ao reforço da cooperação fronteiriça entre o Senegal e a Mauritânia, que dificultou as partidas dos pontos tradicionais. No entanto, a pressão migratória não diminuiu, pois os controles fronteiriços estão a empurrar as partidas para zonas mais ao Sul, como Gâmbia e Guiné-Bissau, tornando as viagens mais longas e perigosas. Cabo Verde não é identificado como um novo ponto de partida, mas pode ser um destino para embarcações que enfrentam problemas. O relatório também destaca o aumento de mortes e desaparecimentos na rota, que subiu 95% entre 2022 e 2024. Apesar da redução nas chegadas às Canárias, a Gâmbia emergiu como um ponto significativo na rota, com um aumento substancial no número de migrantes gambianos. Os motivos para a migração são principalmente económicos, com dificuldades financeiras sendo a razão mais citada.