O Presidente da República decidiu não acolher a proposta do Governo para a nomeação de Júlio Martins Tavares como Procurador-Geral da República. A decisão foi justificada pela existência de pendências jurídico-disciplinares associadas a uma pena de demissão por abandono de lugar, cuja resolução aguarda decisão do Supremo Tribunal de Justiça. O Chefe de Estado destacou o apreço pelo percurso profissional do jurista, mas enfatizou que a prudência institucional exige que a chefia do Ministério Público seja assumida por alguém cuja situação não esteja envolvida em controvérsia jurídica. A medida visa proteger a imparcialidade e a credibilidade do sistema de justiça cabo-verdiano.