O Primeiro-Ministro, Francisco Carvalho, considerou que a decisão do Presidente da República, José Maria Neves, de rejeitar a proposta do Governo para a nomeação do novo Procurador-Geral da República (PGR) está plenamente enquadrada no funcionamento do Estado de Direito democrático. Ele sublinhou que os poderes e competências dos diferentes órgãos de soberania estão definidos no quadro democrático, cabendo ao Governo escolher e propor o PGR, enquanto compete ao Presidente da República concordar ou não com a proposta. Francisco Carvalho afirmou que eventuais divergências entre os órgãos de soberania não devem causar surpresa, mas ser entendidas como parte normal do funcionamento das instituições democráticas. Sobre os próximos passos, ele confirmou que o Governo tem outro nome para propor para o cargo de Procurador-Geral da República.
Política
Francisco Carvalho diz que veto presidencial à nomeação do PGR faz parte do jogo democrático



