Mana Guta defende uma maior valorização da oralidade e da herança africana na literatura cabo-verdiana, afirmando que existem vozes e memórias que ainda não têm espaço suficiente na produção literária. A sua relação com a literatura está ligada às memórias da infância e ao conhecimento transmitido por figuras familiares, como avós e bisavós. Ela considera que a herança oral é um dos pilares da identidade cabo-verdiana e deve ter um lugar mais relevante na literatura. Embora reconheça a diversidade da literatura contemporânea, Mana Guta critica a historiografia e o cânone literário por não acompanharem as mudanças. Ela também discute a relação entre o português e a língua cabo-verdiana, defendendo que a política linguística atual não favorece o desenvolvimento cultural. Para ela, a literatura pode ter uma dimensão política e contribuir para mudanças sociais, e a preservação da memória é crucial para as novas gerações.