A escritora cabo-verdiana Mana Guta diz que escreve por impulso, especialmente em momentos de tristeza e necessidade de concentração, encontrando na literatura uma forma de recuperar o equilíbrio. A sua relação com a escrita tornou-se mais forte em 2012, durante a doença da mãe, quando começou a escrever ficção e poesia. Mana Guta, que até então publicava textos académicos, passou a adotar este nome literário e identifica-se com a prosa e os contos, embora também escreva poesia. Ela está a preparar um novo livro infantojuvenil e um segundo volume de “O Livro do Amor”, que incluirá personagens de mundos periféricos. A autora destaca a influência de pessoas da sua infância na sua escrita, afirmando que “são eles que falam através de mim”.