O Conselho das Finanças Públicas considera que o Orçamento Retificativo do Estado para 2026 assenta num cenário macroeconómico plausível, mas alerta para o agravamento do défice, a redução do excedente primário e os riscos associados ao aumento da despesa pública. A análise técnica do CFP surge após a aprovação do OER/2026 pela Assembleia Nacional. O cenário macroeconómico mantém-se favorável, embora condicionado por riscos externos, com o crescimento do Produto Interno Bruto revisto de 6% para 5,8% e a inflação de 1,6% para 2,1%. O CFP destaca uma deterioração da posição das contas públicas, com o défice a aumentar de 0,9% para 1,9% do PIB. As receitas totais deverão crescer 5,5%, mas a despesa aumentará 8,6%. O Orçamento Retificativo incorpora novas medidas económicas e sociais, mas o CFP alerta para a insuficiência de informação sobre os custos e impactos das medidas permanentes.