O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou que a situação sanitária em Cuba é 'profundamente preocupante'. O bloqueio americano sobre combustíveis está a agravar a crise energética da ilha, dificultando a prestação de serviços de saúde. A falta de eletricidade, que resulta em cortes diários que podem durar até 20 horas, está a comprometer a capacidade dos hospitais em fornecer cuidados essenciais. Tedros destacou que a saúde deve ser protegida a todo custo e não deve estar sujeita a questões geopolíticas. Ele mencionou que, desde a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, a economia cubana foi severamente afetada, exacerbando a crise. A falta de combustível tem levado a uma redução significativa nos voos para Cuba, impactando o setor do turismo, que é vital para a economia da ilha. Além disso, os hospitais enfrentam dificuldades em manter serviços de urgência e cuidados intensivos, resultando no adiamento de milhares de intervenções cirúrgicas. Pacientes em situações críticas, como aqueles com câncer e mulheres grávidas, estão a ser colocados em risco devido à falta de eletricidade para operar equipamentos médicos e manter a cadeia de frio das vacinas. Tedros enfatizou a necessidade urgente de apoio aos hospitais, clínicas e ambulâncias em Cuba.
Sociedade
OMS Alerta sobre Situação Sanitária Crítica em Cuba
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