O Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) repudiou a proposta de privatização da indústria petrolífera feita pela líder da oposição, María Corina Machado, durante uma conferência nos Estados Unidos. O PSUV classificou as declarações de Machado como uma afronta à Constituição, acusando-a de ser uma 'porta-voz da elite nacional vendida' que pretende leiloar a riqueza petrolífera do país. O partido criticou a intenção de Machado de usurpar funções do Estado e prometeu uma drástica redução da empresa estatal Petróleos de Venezuela. O Ministério dos Hidrocarbonetos também se manifestou contra as declarações de Machado, sem identificá-la diretamente, mas reforçando a posição do PSUV. Machado, por sua vez, apresentou um plano energético que visa minimizar o papel do Estado nos investimentos petrolíferos, reconhecendo que investir na Venezuela é arriscado, mas prometendo criar condições que limitem a intervenção estatal. O líder da oposição, Edmundo González Urrutia, apoiou o plano de Machado, propondo aumentar a produção de petróleo e atrair investimentos após anos de corrupção. Delcy Rodríguez, atual presidente interina, ofereceu garantias para o retorno dos investimentos dos Estados Unidos, prometendo um cenário sem sanções por parte de Washington, em um discurso dirigido a empresários em Miami.