A China anunciou hoje o início de uma investigação sobre as barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos, que afetam várias economias, incluindo a sua. O ministério do Comércio chinês justificou a ação como uma resposta recíproca às investigações dos EUA, que alegam excesso de capacidade de produção e uso de trabalho forçado. As investigações visam práticas que, segundo Pequim, prejudicam as cadeias globais de produção e obstruem o comércio de produtos ecológicos. O porta-voz do ministério afirmou que as investigações serão conduzidas de acordo com a Lei do Comércio Externo e as normas pertinentes, com o objetivo de proteger os direitos e interesses legítimos da China. Esta ação ocorre logo após uma reunião entre o ministro do Comércio chinês e o representante comercial dos EUA, onde foram discutidas as preocupações de Pequim em relação às investigações americanas. Wang Wentao, o ministro chinês, expressou a necessidade de evitar uma concorrência prejudicial e de manter uma comunicação estreita entre os dois países. Ele enfatizou a importância de avançar juntos para um desenvolvimento saudável e sustentável das relações bilaterais, especialmente com a cimeira prevista para maio em Pequim.