A International Air Transport Association (IATA) publicou uma projeção que indica que o tráfego aéreo mundial deve dobrar até 2050, com África liderando o crescimento. No entanto, analistas alertam que o crescimento não garante relevância estratégica, especialmente para países como Cabo Verde. O país deve se concentrar em se posicionar dentro da cadeia de valor da aviação global, em vez de apenas crescer com o mercado. O crescimento na África é real, mas ainda é dependente de fatores estruturais frágeis e não forma um verdadeiro mercado aéreo integrado. A meta de neutralidade carbónica até 2050 exigirá investimentos massivos em novas tecnologias e combustíveis sustentáveis, o que pode redefinir modelos operacionais na aviação. Cabo Verde, embora não seja um produtor relevante, pode se posicionar como uma plataforma logística alinhada com exigências ambientais. A narrativa de Cabo Verde como um hub global no Atlântico Médio é questionada, pois o país não possui as condições necessárias para tal. Enquanto Dakar e Accra avançam como hubs, Cabo Verde pode se diferenciar como uma plataforma estável e um gateway turístico premium. A criação de uma base operacional para companhias low-cost na ilha do Sal pode ser uma oportunidade viável, dada a evolução tecnológica e as vantagens locais. Entretanto, a TACV enfrenta desafios estruturais que podem comprometer sua sustentabilidade em um mercado competitivo. A gestão dos aeroportos de Cabo Verde, sob a VINCI Airports, apresenta potencial significativo, mas ainda precisa ser melhor aproveitada para que o país possa se destacar na aviação global.

Economia
Cabo Verde e o Futuro da Aviação Global: Desafios e Oportunidades
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