Estudantes de países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP) estão a enfrentar sérios desafios em Portugal, principalmente devido a atrasos na emissão de vistos. Bilkiça Câmara, uma estudante guineense, destaca que a maioria dos alunos internacionais chega atrasada, o que compromete seu sucesso académico. Muitos chegam em dezembro ou março, quando os semestres já estão quase a terminar, levando a um desânimo generalizado e a problemas de saúde mental. Além dos atrasos nos vistos, os estudantes também enfrentam barreiras económicas, com custos de arrendamento que variam entre 400 a 500 euros, valores que são insustentáveis para muitos. Esta pressão financeira força muitos a optarem por empregos precários, abandonando os estudos para garantir o sustento. A diferença curricular entre os sistemas de ensino dos seus países de origem e o português também representa um desafio, exigindo um esforço extra para se adaptarem. Os relatos de preconceito e exclusão são comuns entre os estudantes, que sentem a falta de um acolhimento adequado nas universidades. Bilkiça Câmara e outros estudantes pedem medidas concretas para melhorar a integração académica e social, como a criação de dias abertos, mentorias e aulas de apoio. A situação exige uma maior sensibilização das instituições de ensino superior para atender às necessidades destes estudantes que chegam sozinhos e em busca de uma melhor formação.
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Estudantes dos PALOP enfrentam atrasos nos vistos em Portugal
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